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Atualizando
E daí que lá da CeA disseram que não pretendiam ofender ninguém ...
Fazer o quê? Me conformar com o fim do romantismo?
Tava mais divertido acrescentar coisas novas e acreditar piamente em apimentar a relação. Mas deixa estar que finalmente cheguei à Idade da Loba. Cuide aí que é Loba com maiúscula mesmo, embora eu ainda não tenha descoberto bem ao certo o que isso quer dizer. Só sei que cheguei aos 40.
Cuide (de novo) que não foi muito fácil. Muitos riscos e risos depois, algumas turbulências e calmarias, perdas de todos os calibres, finalmente a pele vincou, coberta de rugas. Dia desses encontrei mais uma e fiquei um bocado irritada por não ser mais míope, porque se fosse não a teria visto e não teria buscado verificar a simetria quase perfeita.
Já dizia Simone, a francesa, que são os outros que nos dizem que estamos envelhecendo. Sou obrigada a discordar dela. Eu mesma vejo, porque enxergo bem demais, literalmente. Também enxergo os fios brancos, e embora me deleite com a aparência metálica, sei que são sinais do envelhecimento do corpo físico. Fiz relaxamento para reduzir o volume, o produto deixou esverdeados os fios grisalhos, agora todo mundo pergunta onde eu fiz as luzes ... vá entender uma coisa dessas ...
Eu não entendo essa de Loba, com meus hormônios declinando na curva natural. Assumo dia-a-dia que sou do século passado. Meio relíquia, meio assunto de preservação ambiental.
Escrito por 100 noção do perigo às 20h54
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Susto no shopping!
Podem me chamar de carola ou moralista, mas eu tomei um susto enorme quando folheei o encarte promocional da CeA (intendeu?) do dia dos namorados.
O mote da campanha eu achei genial (Papai-mamãe, não!), a qualidade das fotos sugere uma super-comemoração em um hotel, tem uns ícones muito sugestivos, tem uns dados para jogos eróticos, até aí gostei, achei uma campanha bastante atraente.
Só não gostei das fotos de adolescentes no encarte. Adolescente namora sim, é verdade; também faz guerra de travesseiro e compra lingerie; também gosta de experimentar novidades ... independente dessa realidade, a leitura que faço é que consumidores de 10 a 16 anos (tá lá no encarte, viste?) poderiam ter um encarte separado, melhor dirigido à tal público. E se a desculpa for que o consumo é de livre arbítrio, convém bater em algumas eternas teclas como uso de preservativos. Escrevi para C&A sugerindo que a cada compra de adolescente entreguem um preservativo masculino ou feminino.
Tô exagerando?
Escrito por 100 noção do perigo às 17h54
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Atualizando
De início pensei em criar outro blog, mas quem sou eu sem minha história, minhas rugas, meus riscos e rabiscos? Resolvi "postar" uma vez por semana. Começo atualizando os leitores: tudo bem comigo, ainda desempregada, pior: sub-desempregada. Logo que deixei o emprego a gata Maria BOnita deu cria; de parteira virei porteira de gato, mas quando os bichanos aprenderam a saltar a janela destituíram-me da função. Agora me encaram friamente à espera de ração e água. A grande sacanagem é que se eu não servir refeição, os remanscentes saem à caça e retornam com baratas escangalhadas. Tau, minha caçula, ganhou uma bolsa de estudos e retomou a linha de sonhos que colorem a vida, enquanto não decide que faculdade deseja. Vou prestar concurso, e nessa vida de estudar para concurso cultivo um mutismo exemplar enquanto as idéias se atrofiam, cerceadas por regras, excessões e explicações rocambolescas. Tem dias que a fala emperra, mas ainda sei pedir pão e leite, na padaria, embora desconfie que o padeiro já se habituou ao pedido. Dia a dia gosto mais do silêncio e da solidão. De vez em quando digo a mim mesma: "O mundo é bão, Sebastião!". Dias em que acredito em mensagens do Além, em que rio à toa; noites em que a presença de Tatapioca é quase tangível, a alegria de aceitar e compreender, de olhar para o futuro que se constrói todo dia. Outras vezes, digo: "O mundo é assim, Taubaté!" Dias em que eu estranho as conveniências, o traquejo social, e que o tom seco de um garoto de 27 anos rouba-me a paz. Bobagem para me deixar intrigada, sacrificando meus neurônios. E há dias em que me entrego ao contentamento de ser assim como sou. Té mais!
Escrito por 100 noção do perigo às 16h50
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lendo Stendhal
Na falta do que fazer, leio. Por um não sei quê de conforto, deixo todas as janelas abertas e vou ler; vez por outra admiro o efeito da luz caminhando sobre móveis e paredes enquanto as horas passam.
Um amigo emprestou-me um livro de Stendhal, "O vermelho e o Negro"; aliás é um amigo que sempre oferece boas leituras. Não conhecia nada da obra de Stendhal, mas o amigo deixou algumas recomendações e anotações que tem sido úteis, por hora gosta da forma como os personagens são reconstruídos a cada evento, e acho graça que a humanidade continue a mesma.
Ambientado no interior da França, 1800, o romance persegue o ranço do saudosismo bonapartista. A substituição do bonapartismo pelo liberalismo remete à todas as substituições de governo que conheço, não importa o ideário ou os princípios orientadores. Tudo se move e é prontamente legitimado, sucessivamente. Sempre. "Rei morto, rei posto!"
Em Stendhal, a atitude saudosista e contida de nobres e bonapartistas, no romance, permanece isolada, cada qual em sua própria esfera, rivalizando não entre si, mas com o comportamento liberal que a sociedade impõe como conduta.
A tolerância é sempre mais fácil; a tensão surge quando há de se fingir a adesão aos "novos" padrões de conduta. Assim tem sido. Enquanto acompanho o noticiário, deveria estar feliz com a chegada de Garibaldi Alves, norte riograndense, à Presidência da Câmara, mas ainda somos os mesmos que admitiram a ascenção de Renan Calheiros há bem pouco tempo.
Embora seja endeusado no interior, Garibaldi Alves é um homem de obras de impacto.
Escrito por 100 noção do perigo às 15h54
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Das razões para não confiar no meu coração:
Fui demitida, com todos os direitos, graças à namorada. Legal?
Se é legal ou não, se é imoral ou pouco ético, isso fica para a avaliação da história. Meu problema maior é não confiar no meu coração. Já passou a raiva, já passou. Sempre passa. Na verdade isso é um pouco da minha maior fraqueza: eu esqueço, depois que a raiva passa, simplesmente esqueço. Os erros dos outros não me pertencem. Esqueço.
Problema maior é saber que o coração é uma manteiga. Odeio isso em mim mesma. Essa convição profunda de que tudo é passageiro, até mesmo as maiores dores e as maiores preocupações, e que só as pessoas permanecem pelo que são: alegres ou melancólicas, decentes ou inconvenientes, atrevidas ou arredias. Eu esqueço que as pessoas ferem para atingir seus objetivos. Para além do bem e do mal, do certo e do errado, do bom ou ruim, as pessoas têm uma necessidade básica de defender aquilo que valorizam. Por isso eu esqueço as ofensas e a desconfiança. Assim corro riscos desnecessários. Ontem fui com o filho para a rescisão de contrato. Uma vontade de ficar quieta, de não discutir travando a boca, triturando os nervos do pescoço. Houve um contratempo, e marcamos para hoje.
Hoje não deu certo de novo, faltou um extrato de FGTS. A auditora do sindicato não aceitou um extrato dos últimos lançamentos. Quer o extrato completo. Além de falar em recalcular algumas coisas. Fomos até minha casa pegar o extrato que eu já havia retirado em outra ocasião. Não estava completo, faltou a primeira folha. O filho ficou nervoso, irritado. A contadora ídem, porque a auditora foi grosseira com ela.
Voltamos amanhã. Fiquei mais preocupada com a contadora do que com as minhas contas, era evidente que a auditora estava arrumando a bolsa para algum compromisso, sem muita vontade em nos atender. E eu que pago o sindicato, tá? Pra ver uma parceira de trabalho ser mal tratada. Diz se dá pra confiar no coração?
Como bem diz a Magui: fantasma sabe pra quem aparece. Eu sempre esqueço do último susto. Corro riscos demais. Volto a visitá-los em breve!
Escrito por 100 noção do perigo às 18h55
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Síndrome Kill Bill
Empresa familiar, eu sou a única funcionária. A delegada alertou que, no momento em que ele percebesse que está sendo repudiado eu teria problemas em relação a produção e acesso à documentos, o que segundo a delegada, este tipo de empresário faz para livrar-se de denúncia, de testemunha e de processo. Decidi contar a namorada-esposa dele. Assim bem simples, para resolver logo a situação e não ser mais obrigada a ficar sózinha com ele no escritório.
Dito e feito: quando desconfiou ele entregou-me um documento sigiloso da empresa (sem perceber confirmou a hipótese da delegada). A namorada imediatamente procurou-me para dispensar-me do serviço, até a demissão. Minha demissão é coisa decidida.
Se ela acredita em mim ou não, isso não sei dizer. Mas a demissão é garantida. Não perco o seguro-desemprego para manter minha filha por algum tempo.
Ouvi muitas coisas desagradáveis:
- que eu destrui uma relação belíssima quando contei à ela e sou vingativa;(imagine a resposta que ele ouviu)
- que eu não podia contar porque ele me ajudou (tá vendo o tamanho da encrenca?),
- a desculpa mais esfarrapada que ouvi foi a do filho: que Papai toma Viagra ... como é que a gente explica pr´um cara de 25 anos a diferença entre ereto e excitado?
- Ouvi também que Papai tem "momentos" e que eu preciso relevar.
- E ainda queria saber porque eu preferi contar a namorada e não para um dos filhos.
Meus amigos, no ambiente de trabalho respeito é fundamental. Não tem emprego que valha um empresário que não consegue separar interesses pessoais e profissionais e usa toda a família para pressionar uma pessoa que ele mesmo transformou em ameaça.
Já podem me chamar Kill Bill.
Escrito por 100 noção do perigo às 11h52
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Balança
Sexta-feira o Cabra saiu da da sala assim que as funcionárias da casa saíram. Circulou puxando conversa, muito séria saí o mais rápido que pude.
Sábado pela manhã, aproximou-se da mesa de trabalho, quando viu que eu trabalhava na monografia do filho dele se afastou da minha cadeira.
Segunda-feira descobri que ficaria sózinha no escritório nos próximos meses. A noite fui parar num hospital, ganhei um calmante leve e um alerta do médico: que colocasse as coisas na balança, porque fatalmente minha saúde seria afetada.
Coloquei as coisas na balança:
Recebo ordens de uma pessoa homofóbica, machista e dissimulada. Tenho que me fazer de cega para quando o Cabra me chama para a sala dele e eu o "surpreendo" arrumando a camisa dentro da calça ou urinando com a porta do banheiro aberta. Recebo ordens para pesquisar sites de "sacanagem" (na primeira vez disse Playboy e saí, na segunda ele ordenou que eu ficasse parada ao lado dele para ajudá-lo, e por sorte a namorada dele chegou). Tenho que me fazer de besta quando ele esbarra nos meus seios. Volte e meia somem documentos da sala dele e ele me manda procurar na pasta, onde estão as camisinhas. Salário R$604,45 líquidos ao mês. Reajuste só se eu pedir (literalmente tô na mão do cara). No lugar de horas extras, um banco de horas. A leitura de conteúdo atualizado sobre diversas áreas tecnológicas, a título de curiosidade, porque ninguém acredita que eu saiba alguma coisa. A cachorra Rebeca, as meninas que trabalham na casa, as conversas saudáveis com os filhos que fazem faculdade.
Agradeço os conselhos, apesar da seriedade do assunto, deu pra rir um pouco.
Volto a visitá-los em pouco.
Escrito por 100 noção do perigo às 16h55
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Dia de blogagem coletiva sobre a dengue.
Aqui em Natal alguns bairros saneados quase não há registros de dengue. Saneamento básico evita o acúmulo de eflúvios nas ruas, de depósitos de água e dejetos em locais impróprios e facilita a utilização do controle biológico.
Outra medida comumente utilizada aqui é a Denúncia à COVISA (Coordenação em Vigilância Sanitária) que pode tomar providencias para que terrenos baldios sejam mentidos limpos.
Escrito por 100 noção do perigo às 22h34
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probleminhas
Dia 14, 16 horas, o senhor que é dono da empresa me hamou ao escritório dele. Estranhando a cara que ele estava fazendo, resolvi não atender ao chamado. Depois ele chamou a menina que serve café, dispensou-a pelo resto da tarde e disse a ela que me mandasse para o escritório.
A primeira pergunta que ele me fez foi onde eu morava, mostrei no mapa. Ele perguntou se eu morava sózinha, lembrei-o que eu morava com minha filha. Perguntou-me por quê eu não casara de novo, respondi que depois da separação me dediquei a estudar, trabalhar e cuidar de minhas filhas. Perguntou-me se eu já havia pensado em ser rosaruz (participar da ordem). Expliquei que não compreendia muito bem a parte de rituais e compromissos da Ordem, mas que achava interessante a idéia de estudar metafísica e outras coisas que são comuns à Ordem.
Ele disse-me que ahava bom que eu me tornasse rosacruz, porque eu aprenderia a viver melhor. A que respondi que, embora tenha interesse em me tornar uma pessoa melhor, eu tenho consiência de que vivo em paz e que sou feliz, sem descartar a possibilidade de optar por aprimorar meus estudos. Ele respondeu que como rosacruz eu aprenderia muitas coisas, inclusive a dominar as pessoas, e que ele mesmo já fizera experiências e já havia conquistado e submetido uma mulher que mal o conhecia, o telefone tocou. Aproveitei e desci, deobrindo que estava sózinha no escritório.
Depois de atender ao telefone ele voltou à carga, disse que como rosacruz eu aprenderia a viver com prazer. E disse que eu preciso viver com prazer, e que ele me levaria para cama para me dar prazer. Disse que demorara a propor o convite (?) porque eu era perigosa, me fiz de desentendida e perguntei o por quê do perigosa, ele falou que eu tenho um espírito forte, e que ela sabia como me dominar psiquicamente. Levantou-se, contornou a mesa de trabalho, mandou-me levantar da cadeira e abraçá-lo. Fiquei totalmente constrangida, enquanto ele adotava uma postura paternal. Ele me abraçou, puxou meu quadril e percebi que ele estava excitado. Pior foi ouvir, ao pé d´ouvido mesmo, ele dizer que vai me levar para cama.
Ouvi quando o filho dele chegou no andar de baixo, ele largou-me, mandou-me trazer mais café e correu para o banheiro.
Voltei com mais café, já irritada, então, ele perguntou se eu fiquei assustada.
Respondi que iria contralia-lo, porque a minha sexualidade é assunto meu, que eu não tenho nada haver com os interesses dele, e que meus interesses são bem diferentes. Cinicamente ele mandou-me sentar e disse que seria capaz de ensinar-me o que não sei. Falou mais meia hora, dessa vez sobre teossônica.
Escrito por 100 noção do perigo às 15h34
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resoluções
Convoquei um Conselho familiar. Expliquei a situação e contei o causo. Apresentaram várias sugestões, meu irmão-sanduíche disse que apoiaria-me em qualquer situação, oferendo inclusive a própia casa (moro de aluguel e dependo do emprego).
A decisão final é minha.
Fui a Delegacia da Defesa da Mulher e registrei queixa. Recebi orientação para proceder daqui em diante, e um conselho pessoal: procurar outro emprego. Pela experiência da delegada ela afirma que homens assim são capazes de inverter a história para safar-se da responsabilidade. Tem vaga aí?
Escrito por 100 noção do perigo às 15h08
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amanhã?!?
Amanhã é dia 15 de novembro. Feriado nacional.
Só a título de curiosidade: o refrão é mais conhecido como samba-enredo!
- Liberdade! Liberdade!
- Abre as asas sobre nós
- No hino é cantado:
- Das lutas, na tempestade
- Dá que ouçamos tua voz.
Bom feriado!
Escrito por 100 noção do perigo às 15h47
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notícias do campo
Ontem ouvi que terras desapropriadas pelo INCRA estariam sendo vendidas ou arrendadas.
É dessas notícias que desacreditam o processo de assentamento de famílias no meio rural. Desacreditam porque é hábito generalizar, então por osmose todos os assentamentos do INCRA passam a ser desacreditados e reforça-se a imagem de que o assentado é um sujeito mal intencionado, preguiçoso e perdulário. Além de ser safado, vendendo o que não lhe pertence.
Verdade TAMBÉM é que os assentamentos podem dar certo, como sustento econômico e como controle social.
As pessoas às vezes se espantam que os assentamentos sejam, também, instrumentos de controle social. Ao que eu me lembre, desde Getúlio Vargas a ocupação de terras é incentivada para reduzir o problema de pessoas desocupadas em áreas urbanizadas. Suspeito que ocorreram outras, antes de Vargas, mas faltam-me dados para análise.
Um dos problemas das colônias incentivadas por Vargas foi o abandono dos colonos. Atualmente temos a EMBRAPA para reduzir as mazelas da produção. É a EMBRAPA que pesquisa sementes mais resistentes, que fomenta a preservação de bacias hidrográficas e a recuperação de matas ciliares (ribeirinhas, pindaíbas), que promove a criação de cabras e animais de pequeno porte, que orienta a implantação de pequenas unidades produtivas para agregar valor à produção.
O INCRA precisa da EMBRAPA para dar sustentabilidade à agricultura familiar, e manter o povo lá, plantando e criando, participando de feiras e leilões.
Hoje e amanhã ocorre o leilão de biodiesel, no qual espera-se a comercialização de 304 milhões de litros ou mais, para garantir o atendimento de biodiesel até junho de 2008, ou seja só o primeiro semestre. Em 2006 (compreendendo o período de abastecimento de junho/2006 a dezembro/2007) foram 600 milhões de litros, com a participação de 208 mil agricultores familiares; 43% da produção saiu do Nordeste, de plantações de mamona, soja, girassol, amendoim, canola e dendê.
Mais informações em : Leilões de biodiesel serão nos dias 13 e 14
Espera para ouvir o noticiário!
Escrito por 100 noção do perigo às 15h23
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Saudade da 2ª infância
O Gato Vinícius de Moraes/Bacalov/Toquinho
Com um lindo salto Lento e seguro O gato passa Do chão ao muro Logo mudando De opinião Passa de novo Do muro ao chão
E pisa e passa Cuidadoso, de mansinho Pega e corre, silencioso Atrás de um pobre passarinho E logo pára Como assombrado Depois dispara Pula de lado
Se num novelo Fica enroscado Ouriça o pêlo Mal humorado Um preguiçoso É o que ele é E gosta muito De cafuné
E quando à noite Vem a fadiga Toma seu banho Passando a língua pela barriga.
Escrito por 100 noção do perigo às 10h12
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OBA! Desafios à vista!
Gosto de desafios ... mesmo que não sejam para mim.
A notícia da "descoberta" de um campo de petróleo com reservas estimadas de 5 a 8 bilhões de barris de petróleo nos dá a esperança de que o Brasil possa figurar ao lado dos grandes exportadores, como a Venezuela. Destarte as atuais configurações políticas e do fato da notícia ser evidenciada em meio a crise do gás natural e da matriz energética, os desafios são interessantes.
Os desafios (ao meu ver) vão desde superar a euforia e colocar os pés no chão, até desenvolver tecnologia para aproveitar o gás e o petróleo disponível. O petróleo é de boa qualidade 28º API , e não haverá problemas em distribuí-lo. Quanto ao gás (esse desafio é uma delícia!) terão que ser desenvolvidas novas tecnologias para transportar o gás para o continente ou desenvolver uma forma de aproveitar o gás no local.
Prospectar petróleo e gás natural em águas muuuito profundas (aliás, abaixo do mar e da camada de sal) até trazer o rico recurso para terra parece mais fácil, só parece. O campo Tupi (65% da Petrobras, 15% da britânica BG e 10% da portuguesa GALP) está à 250 km da costa. Eu fiquei com uma pequena dúvida se ainda é território brasileiro, mas enfim a Petrobrás diz que é. Em 2006 estimava-se que as reservas seriam de 2 a 3 bilhões de barris, algo parecido à reserva do Roncador. Análises posteriores, e agora evidenciadas, revelaram uma bacia bem mais rica.
Quanto a colocar os pés no chão, isso já é outra história. A crise energética permanece como outro desafio ainda que o governo tente minimizá-la, ou subestimá-la. Já falam até em batizar o campo com nome de um molusco.
O desafio maior é que esta riqueza seja viabilizada de forma a proporcionar benefícios ao país e melhorar a qualidade de vida. Por enquanto o efeito imediato foi a valorização das ações da Petrobrás, que por si só já produz bons resultados em termos de pesquisa de prospecção e tecnologia de ponta.
Meu desafio pessoal é não sentir-me venezuelana.
Escrito por 100 noção do perigo às 10h03
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ruminância II
Tenho ouvido toda a sorte de “argumento” sobre a crise energética, em particular sobre questões relativas ao abastecimento de Gás Natural Veicular. Chega a ser engraçado porque só há um vilão possível: o governo. Juro que acho graça. Não devia, mas acho.
Um pouco mais agradável, embora não menos preocupante, é a questão dos neologismos, que a essa altura já nem sei se são neologismos ou conceitos repaginados. De qualquer forma, lembro-me que na época do I Apagão (o blecaute de 2002) ouvíamos falar em contingência, racionamento, faixas de abono e sobretaxa. Medidas emergenciais sucedidas por programas contra o desperdício de energia. Foram criados cargos e pastas no governo federal para dar conta do grande desafio que é garantir a oferta de energia para a sustentabilidade do país.
Contrariando o folclore popular, surgiram boas iniciativas financiadas pelo governo: a Empresa de Pesquisa Energética (que poderia ser melhor) e o Programa Nacional de Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural - vinculado ao Ministério das Minas e Energia e mais conhecido como Conpet. Os sites não são comunicativos o suficiente, neste quesito bom mesmo é o PROCEL INFO, entretanto em todos boletins regulares e newsletters periódicas garantem a divulgação de iniciativas e práticas de promoção de uso racional de energia, além de informações sobre consumo e distribuição de energia.
No EPE descobri o Brasil se encontra em uma situação de Recuperação do Crescimento do Consumo. É um pouco decepcionante. O EPE relaciona alguns fatores que influenciam a crise na Matriz Energética, entre eles destaca o aumento de renda influenciando o consumo e a produção. É um pouco perverso.
Segundo o EPE 440 mil novos consumidores ao ano, o que representa 25% das novas ligações de energia feitas no país, são do Programa Luz para todos.
Há poucos dias o EPE publicou sua “primeira” Resenha (link abaixo), a chamada é sugestiva: “Em 12 meses, o crescimento do consumo de energia elétrica no país foi equivalente a demanda da cidade do RJ ao longo de um ano.”
Também foi no EPE que pesquei os seguintes dados: o consumo industrial representa 46% da demanda, o consumo residencial representa 24%, o consumo comercial 16%. Feitas as contas, os 14% restantes abrangem o consumo rural, o consumo do poder público e a iluminação pública (não há informação sobre a iluminação natalina). Os dados são relativos a setembro/2007.
Tudo indica que há um crescimento na demanda de 3 a 4% em média, ao ano. Esse crescimento tem sido registrado apontando a classe comercial como a que mais cresce em demanda de consumo, seguida pelo pacote consumo rural+ poder público + iluminação pública, depois classe industrial e, com menor crescimento, a classe residencial.
Devo crer que o Programa Luz para Todos e o aumento de iluminação pública sejam coisas benéficas. E que a tendência de conscientização da população se mantenha, de forma que os conceitos (repaginados ou não) de eficiência energética sejam incorporados ao cotididiano.
Atualmente tais conceitos são largamente empregados por indústrias e pelo comércio onde a contenção de custos esteja em equilíbrio com a geração de benefícios. Resta saber quando é que os funcionários vão vestir a camisa do bem estar pessoal e social e levar as medidas para casa.
Para saber mais:
Resenha EPE
CONPET
PROCEL INFO
Escrito por 100 noção do perigo às 10h56
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